A Ritzy Casa é uma empresa brasileira de design e artes decorativas sediada em Miami, criada para apresentar ao mercado americano o trabalho de designers, artistas e artesãos brasileiros e sul-americanos. Fundada em Miami em 2016 pela brasileira Lia Noto, a empresa reúne objetos contemporâneos marcados pelo trabalho artesanal, pela exploração de materiais e por diferentes expressões do design.
Suas coleções transitam entre design, arte decorativa e técnicas artesanais, apresentando trabalhos desenvolvidos em porcelana, pedra-sabão, madeira de reaproveitamento, concreto, papel reciclado e bordado à mão.
Em vez de definir o design brasileiro por meio de um único estilo, a Ritzy Casa apresenta essa produção através das pessoas que a criam — e dos materiais, técnicas e ideias existentes por trás de cada objeto.
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A Ritzy Casa nasceu com um propósito internacional bastante definido.
Quando Lia Noto se mudou do Brasil para Miami, em 2016, criou a empresa com a proposta de levar ao mercado dos Estados Unidos acessórios e objetos de design desenvolvidos por talentosos artistas sul-americanos.
Para Lia, entretanto, o projeto não começou do zero.
Natural de São Paulo, ela já acumulava aproximadamente três décadas de experiência no setor de decoração.
Sua trajetória profissional começou no mercado de têxteis para o lar, incluindo a importação de marcas americanas para o Brasil, e posteriormente chegou ao varejo através de uma loja de presentes.
A mudança para Miami acabou invertendo essa direção.
Em vez de trazer produtos americanos para o Brasil, a Ritzy Casa passou a ajudar a levar a produção criativa brasileira e sul-americana para os Estados Unidos.
Essa troca tornou-se parte da essência da empresa.
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A Ritzy Casa não estabelece uma divisão rígida entre design, arte e artesanato.
Seu portfólio aproxima essas diferentes áreas.
Um objeto funcional também pode assumir uma dimensão escultórica.
Um material tradicionalmente associado à construção pode se transformar em uma peça decorativa.
Madeira de reaproveitamento pode ganhar uma nova função.
A porcelana pode seguir o movimento natural do próprio material em vez de ser conduzida para uma forma totalmente controlada.
E o bordado pode deixar o universo têxtil para se tornar uma obra de arte independente.
Essa relação entre materiais e interpretação criativa é uma das características que conectam os diferentes profissionais apresentados pela Ritzy Casa.
O resultado não é uma coleção determinada pela produção em massa ou por uma única tendência decorativa.
É uma seleção construída a partir de diferentes práticas criativas.
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Entre os nomes brasileiros apresentados pela Ritzy Casa estão os irmãos Suzana Bastos e Marcelo Alvarenga, criadores da Alva Design.
Suzana é designer e Marcelo, arquiteto.
O trabalho desenvolvido em conjunto aproxima essas duas perspectivas, explorando objetos através do pensamento arquitetônico, da experimentação artística e do uso expressivo dos materiais.
Um dos elementos centrais de seu trabalho é a pedra-sabão.
Há muito associada à arquitetura, à escultura e a objetos tradicionais brasileiros, a pedra assume formas contemporâneas através do trabalho do estúdio.
Essa produção demonstra algo importante sobre a seleção da Ritzy Casa.
A identidade brasileira não precisa necessariamente ser comunicada por símbolos nacionais evidentes.
Algumas vezes ela está presente no próprio material — e na maneira como designers brasileiros o reinterpretam.
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A designer brasileira Heloisa Galvão trabalha o material a partir de outra perspectiva.
Sua produção com porcelana líquida explora o próprio comportamento da matéria.
Em vez de controlar completamente seus movimentos, a designer trabalha com formas espontâneas e interferência mínima, preservando a aparência naturalmente fosca da porcelana e utilizando esmalte transparente de maneira seletiva para criar contrastes.
As cores são incorporadas durante a preparação da massa, produzindo variações que passam a fazer parte da identidade de cada peça.
O resultado coloca a experimentação com o material no centro do processo de design.
Através da Ritzy Casa, esse trabalho passa a integrar uma apresentação mais ampla do design brasileiro contemporâneo para o público nos Estados Unidos.
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Elizandro Rabelo, designer brasileiro baseado em São Paulo, acrescenta outra linguagem de materiais ao portfólio da Ritzy Casa.
Seu interesse pelo mobiliário o levou a aprender marcenaria e, posteriormente, a criar a ODA, marca dedicada à produção artesanal de objetos para a casa desenvolvidos com madeira de reaproveitamento.
O material já carrega uma história antes mesmo de chegar às mãos do designer.
Em vez de descartar essa história, o processo criativo oferece à madeira uma nova função.
A relação entre trabalho artesanal, reaproveitamento e design contemporâneo acrescenta outra dimensão à coleção apresentada em Miami.
Também demonstra a diversidade do próprio design brasileiro.
Pedra-sabão, porcelana e madeira de reaproveitamento podem surgir de tradições e processos muito diferentes e, ainda assim, participar do mesmo universo criativo contemporâneo.
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Com a Traço Objects, até mesmo o concreto é reinterpretado.
O estúdio brasileiro reúne criação e produção enquanto pesquisa as possibilidades plásticas do concreto aplicado a objetos e mobiliário.
Em vez de tratar o concreto exclusivamente como material estrutural da construção civil, a Traço explora diferentes escalas e aplicações para o cotidiano.
A marca, lançada em 2016, apresenta essa experimentação como uma forma de ampliar os limites do design brasileiro.
Dentro do portfólio da Ritzy Casa, o trabalho cria uma relação direta entre arquitetura, pesquisa de materiais e objetos destinados aos ambientes cotidianos.
É outro exemplo de como a seleção ultrapassa uma definição convencional de decoração.
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A artista visual brasileira Miriam Rigout introduz outro material à coleção: o papel reciclado.
Sua trajetória artística também passa por ilustração, restauração e preservação, áreas que estuda desde a década de 1980.
Em seu próprio trabalho, o papel reciclado torna-se um meio para explorar textura, densidade, dimensão e cor.
O processo oferece uma nova vida ao material descartado e produz peças cuja identidade visual nasce justamente das características do próprio papel.
Sua presença no portfólio da Ritzy Casa reforça a abordagem curatorial mais ampla da empresa.
O valor de um objeto não é determinado apenas pelo material a partir do qual ele começa.
Também pode surgir daquilo que o artista consegue enxergar nesse material.
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Patricia Noto, natural de São Paulo, representa outra expressão do trabalho manual brasileiro.
Com formação em artes e experiência na criação de padrões e produtos para a indústria têxtil, posteriormente direcionou sua atenção para o bordado à mão.
Suas peças bordadas buscam inspiração na técnica coreana de patchwork Bojagi, combinando trabalho manual, padrões e cores vibrantes.
Essa produção é particularmente interessante dentro da seleção da Ritzy Casa porque demonstra que a criatividade brasileira contemporânea não existe isolada de influências externas.
Técnicas, materiais e referências culturais atravessam fronteiras.
Artistas as reinterpretam.
Novas linguagens visuais surgem.
Essa troca também faz parte do design contemporâneo.
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Uma das maneiras mais claras de compreender a Ritzy Casa é através dos materiais presentes em suas coleções.
O portfólio inclui trabalhos desenvolvidos em:
Esses materiais não representam apenas escolhas de fabricação.
Frequentemente, eles fazem parte do próprio conceito criativo.
Recursos naturais podem estabelecer uma conexão entre o objeto e seu lugar de origem.
Materiais reaproveitados introduzem ideias de transformação e novos usos.
Técnicas manuais tradicionais podem ocupar interiores contemporâneos.
E materiais industriais podem assumir formas inesperadamente delicadas.
Ao organizar parte importante de seu portfólio em torno dessas diferentes linguagens materiais, a Ritzy Casa oferece outra maneira de conhecer o design brasileiro — não apenas pelo nome de quem cria, mas também pela maneira como cada objeto foi pensado e produzido.
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A Ritzy Casa está diretamente relacionada à trajetória profissional de sua fundadora e curadora, Lia Noto.
Natural de São Paulo, Lia passou aproximadamente 30 anos trabalhando no setor de decoração.
Sua experiência inicial no mercado de têxteis para o lar incluiu a importação de marcas americanas para o Brasil e, posteriormente, atuação no varejo através de sua própria loja de presentes.
Essa trajetória proporcionou experiência no lado comercial dos produtos destinados à casa.
A Ritzy Casa acrescentou outra função: a curadoria.
Depois de se mudar para Miami, Lia começou a desenvolver um portfólio em torno de seu interesse por design e objetos artesanais, reunindo importantes nomes do design, das artes e do artesanato brasileiro.
Sua atuação, portanto, conecta dois mercados.
Ela conhece o ambiente criativo brasileiro de onde surge grande parte da coleção e o mercado americano onde a Ritzy Casa apresenta esses trabalhos.
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A Ritzy Casa representa uma forma particular de presença brasileira internacional.
Não se trata de uma indústria brasileira instalando uma fábrica no exterior.
Também não é um escritório de arquitetura exportando um projeto.
E não é simplesmente uma loja comercializando objetos produzidos no Brasil.
Seu papel internacional é também curatorial.
Designers e artistas brasileiros criam a partir de seus próprios materiais, técnicas e perspectivas.
A Ritzy Casa seleciona e apresenta parte dessa produção a partir de Miami.
O público americano e internacional ganha outro ponto de contato com a criatividade brasileira.
Isso é relevante porque a imagem internacional do design brasileiro pode facilmente ficar concentrada em alguns poucos arquitetos, designers de mobiliário ou referências visuais já conhecidas.
Designers independentes, artistas, artesãos e estúdios contam uma história muito mais ampla.
A Ritzy Casa abre espaço para que algumas dessas vozes cheguem ao mercado americano.
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Miami ocupa uma posição particularmente relevante na proposta da Ritzy Casa.
A cidade funciona como um ponto natural de encontro entre Estados Unidos, Brasil e o mercado criativo latino-americano.
Para a Ritzy Casa, Miami não é simplesmente um endereço comercial.
Foi onde a empresa nasceu e de onde Lia Noto desenvolveu um negócio criado especificamente para apresentar acessórios de design produzidos por artistas sul-americanos ao mercado dos Estados Unidos.
Esse posicionamento dá à empresa um lugar particular dentro da presença empresarial brasileira na Flórida.
A Ritzy Casa participa dessa presença através da produção criativa.
Seus objetos carregam o trabalho de designers e artesãos.
Seus materiais representam diferentes práticas criativas.
E sua curadoria permite que essas peças encontrem novos espaços, colecionadores e públicos fora do Brasil.
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🇺🇸 Miami, FL — Base nos Estados Unidos
101 NE 54th St
Miami, FL 33137
United States
Miami é a sede da Ritzy Casa e a cidade onde a empresa foi fundada em 2016.
A partir da Flórida, o negócio foi desenvolvido com o propósito de apresentar ao mercado americano acessórios e objetos de design criados por artistas e designers sul-americanos.
🇧🇷 São Paulo, Brasil — Origem da Fundadora & Conexão Criativa
São Paulo possui uma relação importante com a história da Ritzy Casa.
A fundadora Lia Noto é natural da cidade e desenvolveu grande parte de sua trajetória profissional no setor de decoração brasileiro antes de se mudar para Miami.
Diversos profissionais apresentados pela Ritzy Casa também possuem conexões diretas com São Paulo, incluindo o designer Elizandro Rabelo e a artista Patricia Noto.
O Brasil, portanto, não é apresentado como uma segunda sede artificial.
É a origem de grande parte do talento criativo, da experiência profissional e do design que a Ritzy Casa apresenta nos Estados Unidos.
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